quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Saiba mais sobre Engenharia de Produção

Texto elaborado por Ricardo NaveiroProfessor da UFRJ e Diretor Técnico da ABEPRO - GESTÃO 2004/ 2005

A Engenharia de Produção se dedica ao projeto e gerência de sistemas que envolvem pessoas, materiais, equipamentos e o ambiente.
Ela é uma engenharia que está associada as engenharias tradicionais e vem ultimamente ganhando a preferência na escolha dos candidatos à engenharia. Ela é sem dúvida a menos tecnológica das engenharias na medida que é mais abrangente e genérica, englobando um conjunto maior de conhecimentos e habilidades. O aluno de engenharia de produção aprende matérias relacionadas a economia, meio ambiente, finanças, etc., além dos conhecimentos tecnológicos básicos da engenharia.

Qual a diferença entre engenharia de produção e administração de empresas ?
A engenharia de produção tem um conteúdo tecnológico, isto é o aluno cursa as disciplinas básicas de química, física e matemática complementadas por um conjunto de matérias de engenharia, tais como materiais, desenho técnico, eletrotécnica, automação industrial etc... É claro que a profundidade que o aluno estuda essas matérias técnicas é menor que a dos seus colegas da engenharia elétrica, mecânica, etc.
Ambas as carreiras têm matérias sobre administração, comércio, contabilidade e técnicas de gerência. Na engenharia de produção essas matérias estão mais voltadas para a realidade industrial.
O curso de engenharia de produção não fica um curso muito superficial, onde o aluno acaba não aprendendo nada ?
Não, o engenheiro de produção é o único profissional do mercado que consegue enxergar os problemas de forma global, não fragmentada. Ele conhece os diversos problemas industriais e as tecnologias que são necessárias para resolvê-los, mas nem sempre é a pessoa que irá se concentrar no detalhe da resolução.
Nesse caso, o engenheiro de produção então depende sempre de outros profissionais para resolver os problemas ?
Isso é parcialmente verdadeiro para os problemas tecnológicos, principalmente para os problemas mais complexos. Mas, nem todas as empresas são do tamanho da Petrobras, pelo contrário a maioria das empresas são de médio e pequeno porte, de forma que muitas delas tem problemas tecnológicos de baixa complexidade perfeitamente resolvíveis por um engenheiro de produção.


Qual é então a área específica de conhecimento de um engenheiro de produção ?


O engenheiro de produção tem como area específica de conhecimento os métodos gerenciais, a implantação de sistemas informatizados para a gerência de empresas, o uso de métodos para melhoria da eficiência das empresas e a utilização de sistemas de controle dos processos da empresa. Tudo o que se refere as atividades básicas de uma empresa tais como planejar as compras, planejar e programar a produção e planejar e programar a distribuição dos produtos faz parte das atribuições tipicas do engenheiro de produção. É por isso que o engenheiro de produção pode trabalhar em praticamente qualquer tipo de indústria.
Em que setores da economia trabalha um engenheiro de produção ?

Em vários setores tais como:
  • Indústrias de automóveis, eletrodomésticos, de equipamentos, etc. enfim setores que fabricam algum tipo de produto.
  • Empresas de serviços tais como: empresas de transporte aéreo, transporte maritimo, construção, consultoria em qualidade, hospitais, consultoria em geral e cursos, etc.
  • Instituições e empresas públicas tais como: Correios, Petrobras, Agência Nacional de Energia, Agência Nacional de Petróleo, BNDEs, etc.
  • Empresas privadas de petróleo, usinas de açucar, empresas de telefonia, agroindústrias, indústrias de alimentos, bancos (parte operacional), seguradoras e fundos de pensão.
  • Bancos de investimento (na análise de investimentos)
O que faz um engenheiro de produção ?
Ele pode trabalhar em diversas áreas da empresa:
  • Área de operações: execução da distribuição dos produtos, controle de suprimentos, ...
  • Área de planejamento: estratégico, produtivo, financeiro, ...
  • Área financeira: controle financeiro, controle dos custos, análise de investimentos.
  • Área de logística: planejamento da produção e da distribuição de produtos, ...
  • Área de marketing: planejamento do produto, mercados a serem atendidos, ...
Como está o mercado para os engenheiros de produção ?

Considerando-se a situação atual de retração do mercado de engenharia no Brasil, o mercado de engenharia de produção é sem sombra de dúvida o que desfruta da melhor situação. Todos os engenheiros de produção vem conseguindo boas colocações no mercado principalmente em função do seu perfil que coincide com o que se está demandando nos dias de hoje: um profissional com uma sólida formação científica e com visão geral suficiente para encarar os problemas de maneira global.
O mercado de trabalho para o engenheiro de produção tem-se mostrado extremamente diversificado. Além do mercado tradicional (empresas e empreendimentos industriais), altamente instável e dependente da estabilidade econômica, uma série de setores/áreas passaram a procurar os profissionais formados pelas melhores universidade em engenharia de produção.
O ponto em comum entre todas as áreas citadas abaixo é o dinamismo e sua alta taxa de crescimento. São setores que tem crescido mesmo quando a economia como um todo tem se estagnado e todas as previsões são unânimes em considerá-los como extremamente promissores no futuro (próximos 5 anos). Os principais são:
  • Finanças
  • Telecomunicações
  • Atuária
  • Informática e Internet
1. Finanças
A maioria das instituições financeiras (bancos, corretoras, bancos de investimento, seguradoras) tem preferido contratar engenheiros de produção à economistas. Por que?
Porquê hoje um bom analista de investimento deve possuir além de uma visão global do ambiente em que uma empresa está atuando uma forte base matemática para desenvolver e utilizar os diferentes modelos de análise de investimento.
Um bom analista de investimentos sabe que um empreendimento de sucesso está quase sempre associado a uma equipe de gestores altamente competente e qualificada. Este analista de investimentos deve, portanto, ser capaz de reconhecer e identificar esta competência da equipe responsável pelo desenvolvimento do empreendimento e isto só se consegue com uma formação diversificada, que inclua conhecimentos sobre a gestão de recursos humanos, que o engenheiro de produção possui e outros profissionais não.
Além da análise de investimentos, os instituições financeiras tem procurado os engenheiros de produção recém-formados para trabalharem nas suas mesas de bolsa e mercado aberto. Os profissionais destas áreas devem ter uma sólida formação matemática e alto grau de raciocínio lógico e abstrato, requisitos mais facilmente encontrados nas áreas ligadas à engenharia.
Mais de 50% dos engenheiros de produção que se formam todo ano pela UFRJ são contratados por empresas desta área.

2. Telecomunicações
O cenário atual, de uso intensivo de tecnologias de informação e comunicação, tem imposto às diversas organizações uma postura muito mais flexível, que as capacite a responder rapidamente às mudanças.
Esta nova realidade tem promovido o surgimento de uma nova indústria, que está sendo chamada da indústria de info-comunicação. Esta nova indústria é o resultado da convergência de 3 grandes indústrias - informática, telecomunicações e mídia (entretenimento, indústria cultural, propaganda e marketing) - e vem crescendo pelo menos duas vezes mais rapidamente que os demais setores da economia na Europa, Brasil, Japão e EUA.
No Brasil, o setor de Telecomunicações é um dos setores mais dinâmicos da economia e assim deve se manter nos próximos anos até que a enorme demanda reprimida possa ser satisfeita tanto em termos quantitativos (quantidade de linhas fixas e celulares necessárias para atender a população) como em termos qualitativos (qualidade do serviço prestado, que hoje é extremamente baixo).
A demanda nesta área é por técnicos e engenheiros de telecomunicações mas, principalmente, por gente capaz de entender e gerenciar o negócio, criando e administrando novos produtos e serviços.
Mais uma vez, os engenheiros de produção são aqueles mais habilitados a cumprir esta tarefa por possuírem uma formação multidisciplinar. O gerente de novos produtos, ou o gerente de novos negócios é um profissional que precisa de sólida formação matemática, conhecer as tecnologias envolvidas, estar familiarizado com a área financeira, visão de marketing, enfim, um grande domínio do "negócio" telecomunicações. O engenheiro de produção está mais preparado para esta tarefa do que o engenheiro de uma outra área. Cabe ressaltar que a demanda por estes profissionais não está limitada geográficamente, encontrando-se dispersa por todo o país.
Embora tenha contratado poucas pessoas até 1999, a expectativa é que com o fim do processo de privatização e a entrada em operação do conjunto das chamadas empresas espelho em 2000, o setor passe por um período de grande expansão nos próximos anos. De todos os setores aqui citados, este e o de Informática e Internet serão, provavelmente, os maiores empregadores nos próximos 5 anos.

3. Atuária
A atuária está relacionada as áreas de fundos de pensão e previdência. Este setor tem tido uma taxa de crescimento superior a 10% por ano, tanto na área pública (prefeituras e estados) quanto na privada (aposentadoria). O número de profissionais formados nesta área é muito inferior a demanda. No Rio de Janeiro apenas a UFRJ forma atuários (cerca de 5 por ano) e todos eles são contratados pelo menos 1 ano antes de se formarem.
Apesar de demandar uma formação específica na parte de cálculo atuarial (quanto que eu preciso pagar por mês para poder me aposentar aos 65 anos, poder ter seguro saúde, etc), a falta de profissionais tem levado estas instituições a contratarem engenheiros de produção e dar-lhes uma formação complementar nestas áreas específicas.
A experiência tem sido extremamente positiva. Os engenheiros de produção tem-se mostrado os mais aptos a este tipo de reconversão e tem sido privilegiados nos processos seletivos.
4. Informática e Internet:
Na área de Informática, Internet e Comércio Eletrônico as possibilidades são ilimitadas. Todos os dias as projeções quanto a explosão do Comércio Eletrônico são revistas, normalmente para cima.
No Brasil, o mercado nesta área foi estimado pelo Grupo Especial do Ministério da Ciência e Tecnologia em R$ 40 bilhões em 2003. Todos os grandes grupos internacionais começam a se instalar no país e o próprio governo tem estimulado o aparecimento de empresas de base tecnológica, através de incubadoras e parques tecnológicos.
As possibilidades são de dois níveis:
Abrir seu próprio negócio
A tendência para os próximos anos é de incentivo para a criação de novas empresas com forte conteúdo tecnológico, em especial na Internet. Diversas linhas de financiamento (BNDEs, FINEP) estão sendo criadas e diversos Fundos de Investimento de Capital de Risco (Venture Capital) estão sendo criados ou trazidos para o Brasil.
Nos dois últimos anos, o número de formandos em engenharia de produção que partem para a realização de negócio próprio tem crescido na UFRJ de praticamente zero (1997) para cerca de 10% da turma em 1999.
Mais uma vez o engenheiro de produção, segundo estatísticas do Banco do Brasil e do PROGER (Programa de Geração de Emprego e Renda) é o que apresenta melhores índices de sucesso após um ano de abertura de empresas. Em geral, mais de 80% das empresas fecham após o seu primeiro ano de funcionamento. No caso de empresas formadas por engenheiros de produção este índice é de menos de 50%.
As causas deste sucesso podem ser atribuídas a formação gerencial (administração, gerência de recursos humanos, financeira), a sólida base matemática e a formação multidisciplinar deste engenheiro.
Trabalhar em empresas da área
Com o crescimento do mercado brasileiro de Internet, grandes empresas estão se lançando no mercado. O mercado de trabalho nestas áreas (comércio eletrônico, logística, Web Design) deve crescer bastante nos próximos anos. Esta área e telecomunicações serão setores que deverão conhecer as maiores taxas de crescimento no Brasil nos próximos 5 anos.
O perfil do profissional demandado é de alguém com formação multidisciplinar, particularmente em áreas como informática, gestão e administração (finanças, recursos humanos). O engenheiro de produção tem tudo para ser, aqui também, o profissional com um tipo de formação que mais se aproxima das necessidades do mercado, principalmente se aliar a sua formação acadêmica com experiência de estágios e formação complementar nas áreas citadas.

Faculdades promovem a "McDonaldização" do ensino
Em oposição ao ensino reflexivo, as faculdades estão promovendo a Educação de resultados. Para a maioria dos cursos universitários, profissional competente será aquele preparado par dar respostas práticas e rápidas que acelerem o lucro, "característica inerente à manutenção das relações de poder da sociedade", como ressalta matéria da revista "CartaCapital". Pelo país, reproduzem-se às dezenas cursos que preparam seus alunos para o mercado competitivo, formando profissionais como se fosse produtos ou marcas. Trata-se da "McDonaldização" da Educação, comparam os autores da matéria, o administrador de empresas Rafael Alcadipani e o professor da Fundação Getúlio Vargas, Ricardo Bresler.
Assim como na rede mundial de lanchonetes, dizem eles, algumas universidades espalham seus cursos pelo país, como franquias que formatam pessoas dóceis, submissas e disciplinadas. A principal idéia vendida é de que para ter sucesso profissional e ganhar dinheiro é preciso ser um profissional com capacidade técnica para produzir resultado práticos e não um profissional cidadão. Contraditoriamente, quem defende essa agilidade de resultados, prega também a flexibilidade e a humanização nas empresas. No entanto, aquela receita de bolo pré-formatada não coincide em nada com um projeto humanista.

Quantificação da produção
Após a faculdade, vem a fase de produção de publicações. Participar de congressos e publicar artigos se tornam o diferencial para um currículo sólido, mesmo que a pesquisa seja irrelevante. Assim, importam as publicações por quilo e não pela qualidade. Como disse a filósofa e professora da USP, Marilena Chauí, em entrevista à revista "Caros Amigos", a produtividade é medida por números: números de publicações, número de orientados na pós-graduação, número de cursos de extensão. O próprio ministro da Educação, Paulo Renato Souza, confirmou essa teoria durante participação no programa "Roda Viva", na TVE. Todas as indagações eram respondidas com números. Quando questionado sobre o que é formar um estudante para a vida, ele respondeu que significava "preparar para o mercado de trabalho e passar no vestibular". O protótipo da "fast-imbecilização" são os cursinhos pré-vestibulares, em que professores adestrados cantam, dançam e repetem piadas para que seus alunos memorizem conteúdo suficiente para passar no vestibular. Superada essa fase, é jogado no lixo todo o conteúdo que despreza a lógica econômica.
Quantificação da pessoa
Mesmo nas universidades mais formatadas, no entanto, ainda existem jovens com capacidade de refletir e criticar, não se submetendo à coisificação e quantificação da pessoa. O ideal, ressaltam os autores, seria multiplicar essa capacidade de questionamento, mudando as diretrizes atuais da Educação. De início, deve se desmitificar a transmissão da técnica como sendo a única função da Educação. Para uma formação mais ampla, capaz de incentivar a reflexão, é necessário deixar de lado a ênfase na instrumentalização e promover um pensamento que tenha força na emancipação.
Material retirado da Universidade aberta do dia 30/05/00:
http://www.unaberta.ufsc.br/index.html

Enviado por
Prof. João Ernesto E. Castro
UFSC/CTC/EPS/LSAD
http://www.lsad.eps.ufsc.br/

Brasil produz energias renováveis, mas as aproveita de forma insuficiente, diz agência



De acordo com documento, o Brasil foi o quinto país que mais investiu em energias limpas no ano passado, totalizando US$ 7 bilhões.
Por Renata Giraldi, Agência Brasil

O Brasil ocupa posição de destaque na produção de energias renováveis, mas poderia fazer mais esforços em relação às energias solar e eólica, segundo relatório da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), divulgado na última terça-feira (29). O documento informa que o Brasil foi o quinto país que mais investiu em energias limpas no ano passado, totalizando US$ 7 bilhões.

A China, com o valor recorde de US$ 49 bilhões, liderou os investimentos em energias renováveis em 2010, seguida pela Alemanha (US$ 41,1 bilhões), os Estados Unidos (US$ 30 bilhões) e a Itália (US$ 14 bilhões).

"O Brasil, devido ao seu clima e à sua superfície, tem enorme potencial em termos de energia eólica e solar, mas não explora de forma suficiente sua capacidade nessas áreas", disse a diretora do relatório Tecnologia e Inovação - Potencialização do Desenvolvimento com Energias Renováveis, Anne Miroux.

Ela observou que o país se concentra em setores "maduros", como os biocombustíveis e a geração de energia hidrelétrica, criados há décadas. "O Brasil está entre os principais países que produzem energias renováveis, mas não em termos de energias modernas, como a eólica e a solar, nas quais nos focalizamos hoje", acrescentou.

Segundo dados do instituto voltado para estudos na área de energias renováveis REN 21, citados no relatório, o Brasil é o quarto principal país em termos de capacidade de produção dessas energias, incluindo a hidrelétrica. Mas o país não está entre os cinco principais em relação à capacidade de produção de energia eólica (liderada pela China) ou solar.

O relatório da Unctad acrescenta que os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) "fazem avanços tecnológicos significativos nos setores eólico e solar". "A China está fazendo grandes esforços em relação ao uso de energias renováveis. Um dos grandes problemas do país são as suas centrais térmicas que utilizam carvão. A transição não é simples e não pode ser feita de um dia para o outro", disse Miroux.

A diretora ressaltou que o Brasil "está no bom caminho" com o objetivo "notório" de desenvolver as energias renováveis, apesar de ainda "não fazer o suficiente" em relação às energias solar e eólica. Miroux elogiou a meta fixada pelo governo de que 75% da eletricidade produzida no país sejam provenientes de energias renováveis em 2030. "O Brasil é um dos raros, talvez o único, a ter uma meta tão ambiciosa", disse a diretora, que pergunta se as reservas do pré-sal colocarão em risco a estratégia atual de desenvolvimento das energias limpas no país.

Segundo o relatório, os investimentos globais em energias renováveis saltaram de US$ 33 bilhões em 2004 para US$ 211 bilhões no ano passado – um aumento de 539,4%. O crescimento médio anual no período foi de 38%.

Apesar dos números, Miroux alertou que ainda faltam "centenas de bilhões de dólares" para aperfeiçoar as tecnologias nos países em desenvolvimento e expandir o uso das energias renováveis no mundo.De acordo com o relatório, as energias renováveis oferecem oportunidade real para reduzir a pobreza energética nos países em desenvolvimento. Com informações da BBC Brasil.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Salário dos Engenheiros - Você sabe quanto é a média?

Quanto ganha um engenheiro?

Na média, R$ 5.096,50 por mês.

A pesquisa online foi realizada no período de 19 de Março a 8 de Abril e colheu informação de duzentos profissionais espalhados por todo o país, nas mais diversas especialidades da engenharia. Com a análise dos dados foi possível perceber que quase a metade dos profissionais tem rendimentos inferiores ao piso salarial da categoria e que o local de trabalho e a tempo de experiência são os fatores que mais influenciam no salário desses profissionais.





10% das pessoas alegaram ter tido rendimentos inferiores a 20 mil reais em 2009, o que corresponde a um salário inferior a R$ 1.503,75 por mês. No extremo oposto, tivemos 2% alegando que receberam mais de 15 mil reais por mês. O resultado da pesquisa mostra ainda que a moda dos rendimentos em 2009 foi de 60 mil reais. Este valor corresponde a um salário mensal próximo ao piso salarial da categoria fixado em 9 salários mínimos para uma jornada de 8 horas diárias.

Conclui-se que um grande número de engenheiros trabalha ganhando o valor mínimo estipulado em lei.
Qual setor paga melhor?

Petróleo

Os setor que paga os melhores salários é o de petróleo, com média de 115 mil reais por ano.



Os orgão do governo pagam em média 86 mil anuais para os engenheiros. Setores como consultoria, construção civil, educação, telecom, TI, e computação são os que pagam os menores salários. Na área de consultoria a média é de R$ 4.400 reais mensais. A construção civil paga uma média de 57 mil anuais. Setores como Telecom e TI pagam salário em torno dos 42 mil anuais, enquanto os que trabalham com computação recebem menos que R$ 2.200,00 mensais.

Onde estão os melhores salários?

No Distrito Federal

Ao fazer uma análise geográfica dos salários médios, encontramos uma grande concentração de renda na mão daqueles que trabalham na região centro-oeste, com destaque para os salários do Distrito Federal, onde a média de rendimentos anuais está em 160 mil reais.


A região sudeste vem em seguida, liderada pelo estado do Rio de Janeiro que possui salários em torno dos 83 mil por ano, seguido por São Paulo onde a média dos salários gira próxima aos R$ 67.000. As regiões norte e nordeste pagam os piores salários com médias de 20 e 47 mil respectivamente.

Quando vou ganhar melhor?

Com 10 a 15 anos de experiência.

Ao analisarmos a evolução do salário do engenheiro ao longo da carreira, percebemos que os engenheiros recémformados ganham salários médios de R$ 2.700,00 mensais. Profissionais entre 2 e 5 anos de experiência possuem rendimentos em torno dos R$ 4.800,00. Com mais tempo de experiência, entre 5 e 15 anos, a média de salário se eleva para os R$ 6.300,00. Após 15 anos de formado percebe-se uma redução de aproximadamente 10% na média salarial.




Não consegue terminar a faculdade?

Seu futuro está garantido.

Fizemos também uma análise buscando identificar a influência do tempo de permanência na universidade sobre o valor do rendimento dos profissionais. Nesta análise observou-se que aqueles que se formaram em 4 anos obtiveram rendimentos médios de 81 mil por ano. Os que levaram mais de 11 anos para conseguir o diploma estão no topo da lista dos que ganharam melhor em 2009, com média de salários em 93 mil reais no ano. Já aqueles que se formaram no tempo regulamentar de 5 anos tiveram rendimentos médios de 61 mil.


Qual engenharia devo fazer?

Engenharia de Produção.

Com relação à influência da área de formação nos salários, os engenheiros de produção lideram o ranking dos mais bem pagos, com média salarial de 114 mil reais, seguidos dos engenheiros mecânicos e dos aeronáuticos, com médias de 86 e 82 mil respectivamente. Os engenheiros de computação aparecem como os que recebem os piores salários, com média de 46 mil reais por ano, precedidos dos engenheiros de telecomunicações e dos sanitaristas, que obtém salários de 52 e 61
mil reais, respectivamente.


Esta pesquisa apenas firma aquilo que já sabemos. Hoje um engenheiro é um profissional com qualificações diferenciadas, e que tem maiores chances de sucesso no futuro. Através desta pesquisa podemos também colocar um asterisco na Engenharia de Produção, que tem tudo para ser a mais promissora daqui para frente.

Lembrando também que nosso país está em fase de grande desenvolvimento, temos a Copa do Mundo a caminho, olímpiadas, crescientos da exportações, dentre outros fatores que necessitam de pessoas especializadas para o seu desenvolvimento.

Quem está na fase de escolher um curso superior, não tenha dúvida, faça uma engenharia que seu futuro estará garantido. Claro, não é a formação sozinha que fará seu sucesso, tudo depende do seu empenho e dedicação, mas a formação ajudará a te "colocar" no mercado de trabalho, o restante é mérito.

Assim que possível estarei postando mais assuntos sobre a engenharia ligada ao futuro do nosso país.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Visão Geral - Engenharia de Produção

É o ramo da engenharia que gerencia os recursos humanos, financeiros e materiais para aumentar a produtividade de uma empresa. O engenheiro de produção é peça fundamental em indústrias e empresas de quase todos os setores. Ele une conhecimentos de administração, economia e engenharia para racionalizar o trabalho, aperfeiçoar técnicas de produção e ordenar as atividades financeiras, logísticas e comerciais de uma organização. Define a melhor forma de integrar mão de obra, equipamentos e matéria-prima a fim de avançar na qualidade e aumentar a produtividade. Por atuar como elo entre o setor técnico e o administrativo, seu campo de trabalho ultrapassa os limites da indústria. O especialista em economia empresarial, por exemplo, costuma ser contratado por bancos para montar carteiras de investimentos. Esse profissional é requisitado, também, por empresas prestadoras de serviços para gerenciar a seleção de pessoal, definir funções e planejar escalas de trabalho.

O mercado de trabalho

"A economia aquecida, a tendência de crescimento para os próximos anos e o perfil do engenheiro de produção que se encaixa em diversos setores mantêm as chances de emprego muito boas. Nossos alunos estão todos empregados", afirma Alexandre Augusto Massote, coordenador do curso do Centro Universitário da FEI. Esse profissional é solicitado para atuar na gestão de diversos processos produtivos, como uma lanchonete, uma empresa de transporte, um hospital, onde faz toda a coordenação da produção. "A área de logística também está crescendo e demandando muitos engenheiros de produção para instalar e gerenciar as operações", completa Massote. Bancos, financeiras e administradoras de cartão de crédito procuram o formado para atuar na gestão de carteiras e análise de investimentos. Em hospitais, ele cria estratégias para agilizar os processos de atendimento aos pacientes e melhorar o funcionamento da empresa. A maioria das vagas concentra-se no Sudeste, mais precisamente em São Paulo, e no Sul. A instalação de grande número de indústrias no Ceará e na Paraíba tem atraído muitos profissionais.

Salário inicial: R$ 3.060,00 (6 horas diárias; fonte: Crea-SP).

O curso

No começo, o curso enfoca as disciplinas básicas de engenharia, com bastante cálculo, como matemática, física, química e informática. Depois entram as matérias específicas de produção, como gestão de investimentos, organização do trabalho e economia e estratégia de empresas. Nos últimos anos, acrescentam-se as de sociais aplicadas, como administração e economia, e, na etapa final, o aluno começa o estudo específico da habilitação escolhida. Para se diplomar é preciso fazer estágio e apresentar uma monografia. Fique de olho: Várias escolas oferecem o curso voltado para alguma habilitação específica, como mecânica, civil e agroindustrial.

Duração média: cinco anos.

Outros nomes: Eng. (eng. da prod. agroind.); Eng. da Prod.; Eng. da Prod. Agroind.; Eng. de Prod. (agroind.); Eng. de Prod. (civil); Eng. de Prod. (elétr.); Eng. de Prod. (ênf. em agroind.); Eng. de Prod. (gestão amb.); Eng. de Prod. (instalações no mar); Eng. de Prod. (mecân.); Eng. de Prod. (qualid. quím.); Eng. de Prod. Agroind.; Eng. de Prod. Automotiva; Eng. de Prod. Civil; Eng. de Prod. e Qualid.; Eng. de Prod. Mecân.; Eng. de Prod. Metal.; Eng. de Prod. Quím.; Eng. em Processos de Prod.

O que você pode fazer

Desenvolvimento organizacional

Analisar e definir a estrutura da empresa, de acordo com o mercado.

Economia empresarial

Gerenciar a vida fi nanceira de uma empresa, definir a aplicação de recursos, lidar com custos, prazos, juros e previsão de vendas.

Engenharia do trabalho

Administrar a mão de obra, para a produção de bens ou a prestação de serviços. Avaliar custos, prazos e instalações para possibilitar a execução do trabalho.

Planejamento e controle

Implantar e administrar processos de produção, da seleção de matérias-primas à saída do produto. Estabelecer padrões de qualidade e fi scalizar seu cumprimento. Gerenciar operações logísticas, como armazenagem e distribuição.

Produção agroindustrial

Atuar nos vários setores da agroindústria: produção agrícola, processamento industrial, comercialização e distribuição de produtos.